sexta-feira, 9 de março de 2012



Manifestemos pelas obras o verdadeiro espírito da quaresma
  
Por Frei Anderson A. Azevedo, O.Carm.

  
 A quaresma na vida da Igreja é o tempo favorável para uma maior vivência de escuta atenta da Palavra de Deus, de oração e de penitência.
   Ao ir para o deserto, Jesus Cristo, Filho de Deus, nos ensina o melhor modo de caminhar ,espiritualmente, para a ressurreição. No capítulo quatro do evangelho de São Mateus, podemos observar algumas asceses feitas por Jesus. Dentre elas, destaquemos o jejum.
   Ao ser tentado pelo mal para transformar as pedras em pães, Cristo nos recorda que não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.
   Deste modo, ensina-nos que neste período quaresmal devemos fazer dos ensinamentos Divinos nosso principal alimento; pois, é o essencial e salutar para uma vida nova. Esta, automaticamente, requer atitudes que honrem a santidade e o amor de Deus.
 O Profeta Isaías no capítulo cinquenta e oito fala do jejum que agrada a Deus: “Por acaso não consiste nisto o jejum que escolhi: em romper os grilhões da iniquidade...? (v. 06) Se fizeres isto, a tua luz romperá como a aurora... (v. 08)”. Por conseguinte, quer nos alertar que as obras exteriores são de suma importância para completar a vivência interior do jejum; fazendo assim, com que nossa luz rompa como a aurora, isto é, para nós, em Cristo, a plena glória da ressurreição.
   Portanto, assumamos com verdadeira fé e espírito contrito as práticas quaresmais que nos levam à santidade. E como diz-nos a Regra do Carmo no capítulo dezenove: “Tudo o que tiverdes de fazer, fazei-o na Palavra do Senhor”. Que as nossas obras sempre sejam acompanhadas pelas orientações da Sagrada Escritura que nos remetem à total vida e plena participação nos mistérios do Cristo Jesus.

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